Que mundo fascinante o da poesia!
Nada melhor para dar início à maratona de posts deste novo ano...
Na minha humilde contribuição, gostaria de reverenciar uma das mais belas vertentes poéticas do país... A poesia gaúcha (tradicionalista ou não). Não é de se admirar que muitos a desconheçam, afinal, pouquíssimos autores riograndenses têm seus trabalhos reconhecidos. A magia da preservação e da continuidade encontra-se, muitas vezes, nos Centros Tradicionalistas Gaúchos (CTGs) ou nos ranchos e nas casas, afirmado por meio de tertúlias e chasques.
Para citar alguns autores, é preciso começar por Jayme Ceaetano Braun. O dia de seu nascimento (30 de janeiro) deu origem à comemoração do "dia do payador gaúcho". Payador, para quem não sabe, é o poeta que faz e declama versos de improviso, muito comumente acompanhado de gaita ou violão. É de Braun uma das mais belas frases, em que expressa seu amor pelo pago, seu carinho pela tradição, e seu dom pela literatura:
"E um dia, quando souberes
que este gaúcho morreu,
nalgum livro serás eu.
E nesse novo viver
eu somente quero ser
a mais apagada imagem
deste Rio Grande selvagem
que até morto hei de querer."
Falecido em 1999, Braun deixou um legado a muitos outros poetas, que podemos chamar célebres, por cultivar tradições de sua terra, exaltar as belezas que por lá existem, além de acariciar a todos com o linguajar típico (aquele que enche os ouvidos dos que amam e deixam confusos os que não compreendem). Entre tantos, estão Colmar Duarte, Glaucus Saraiva, Loresoni Barbosa, Mano Terra, Moacir D'Ávila Severo, Odilon Ramos, Rui Cardoso Nunes, etc.
Entre os tantos não citados, gostaria de reverenciar um. Poeta de história, paixão e reconhecimento pelo seu trabalho. O qual tive a honra de conhecer e prestigiar uma homenagem que lhe foi prestada em Arvorezinha, no Rio Grande do Sul, em setembro de 2007. Seu nome é Ruben Alves Vieira. Com suas mãos para sempre marcadas no Parque das Araucárias, Vieira é exemplo de pai, magistral poeta e payador de primeira. Espero ter oportunidade de mencioná-lo novamente por aqui.
Minha maior intenção, na verdade, é de revelar uma imensa alegria. A alegria que toma conta do meu coração em poder ver a fascinante poesia tradicionalista sendo declamada nesta cidade em que hoje resido. E mais: em poder presenciar um concurso de declamação dentro do CTG que represento, como 1ª Prenda. O tradicional Rodeio Crioulo Nacional do CTG Chaparral, na sua 33ª edição, sediará o II Festival Artístico do Litoral, em que se poderá presenciar o concurso citado. Nele, as mais atuantes personalidades da declamação do litoral catarinense vivificam essa tradição e transformam em palavras o que agora digo. O festival ocorrerá nos dias 18 e 19 de abril (sábado e domingo do rodeio). Mais tarde, espero, trarei notícias de como foi...
Por enquanto, deixo minha sugestão de leitura. Aos que ainda não conhecem a poesia tradicionalista gaúcha, esta página traz belos exemplos.
Aproveitem e boa leitura!
http://www.paginadogaucho.com.br/poes/lista.htm
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Ah, a poesia...
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