segunda-feira, 27 de abril de 2009

Release

  • Sobre o II Festival Artístico do Litoral:

Os concursos de gaita piano e ponto, violão, vocal peão e prenda, declamação, chula e danças tradicionais foram maravilhosos. Tudo ocorreu muito bem, graças a Deus, e os concorrentes saíram mais faceiros que guri de bombacha nova, rs.


Deixando de lado o blá blá blá...


Compartilho uma grande alegria, a de ver ganhar e entregar o troféu de 1° lugar na Declamação Prenda Adulta uma pessoa que admiro muito, Priscilla Gonçalves. Com Os Caveiras e o Engodo da Morte, de Carlos Omar Villela Gomes, Priscilla arrancou elogios dos jurados que viram, em mais uma de suas declamações, o enorme potencial interpretativo que possui. Abaixo, uma foto que ilustra o que digo:





  • Sobre a Oficina de Declamação:

Ademais, o feriadão foi de aprendizado. A Oficina de Declamação ministrada por Liliana Cardoso reuniu personalidades tradicionalistas engajadas na causa e, acima de tudo, com vontade de aperfeiçoar seus conhecimentos. Prova disso é a presença de Adiva e Celívio Holz. Veteranos na tradição, os exímios declamadores deixaram de lado qualquer outra atividade a que pudessem se dedicar em um feriado de 21 de abril. Queriam aprender. Ouvir da Liliana os conselhos que somente alguém que declama desde os 9 anos de idade poderia transmitir. Ela, que é a maior campeã de declamação do Rio Grande do Sul, deu um show de postura, entonação, interpretação e, principalmente, de humildade. Este é o segredo da tradição.

Segue o flyer:

Confira a Liliana declamando na gravação do DVD O Campo, de César oliveira e Rogério Melo:
http://www.youtube.com/watch?v=Sjtsa6Sa7ro

Eu, claro, participei da oficina como uma mera espectadora. Sem poesia decorada, sem orientações específicas. Apenas ouvinte. Mas com muita, mas muita vontade de dar seguimento e praticar os conselhos aprendidos por lá.

Fico por aqui, com o coração cheio de saudade dos amigos reencontrados, além da renovação espiritual que só um reencontro com a cultura poderia me proporcionar...

  • Fique por dentro!

> Leia Os Caveiras e o Engodo da Morte, de Carlos Omar Villela Gomes:
http://www.guapos.com.br/mx/poesia.php?cdpoesia=1081

> Saiba mais sobre o II Festival Artístico do Litoral:
http://www.festivaldolitoral.blogspot.com/

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ah, a poesia...

Que mundo fascinante o da poesia!
Nada melhor para dar início à maratona de posts deste novo ano...

Na minha humilde contribuição, gostaria de reverenciar uma das mais belas vertentes poéticas do país... A poesia gaúcha (tradicionalista ou não). Não é de se admirar que muitos a desconheçam, afinal, pouquíssimos autores riograndenses têm seus trabalhos reconhecidos. A magia da preservação e da continuidade encontra-se, muitas vezes, nos Centros Tradicionalistas Gaúchos (CTGs) ou nos ranchos e nas casas, afirmado por meio de tertúlias e chasques.

Para citar alguns autores, é preciso começar por Jayme Ceaetano Braun. O dia de seu nascimento (30 de janeiro) deu origem à comemoração do "dia do payador gaúcho". Payador, para quem não sabe, é o poeta que faz e declama versos de improviso, muito comumente acompanhado de gaita ou violão. É de Braun uma das mais belas frases, em que expressa seu amor pelo pago, seu carinho pela tradição, e seu dom pela literatura:

"E um dia, quando souberes
que este gaúcho morreu,
nalgum livro serás eu.
E nesse novo viver
eu somente quero ser
a mais apagada imagem
deste Rio Grande selvagem
que até morto hei de querer."

Falecido em 1999, Braun deixou um legado a muitos outros poetas, que podemos chamar célebres, por cultivar tradições de sua terra, exaltar as belezas que por lá existem, além de acariciar a todos com o linguajar típico (aquele que enche os ouvidos dos que amam e deixam confusos os que não compreendem). Entre tantos, estão Colmar Duarte, Glaucus Saraiva, Loresoni Barbosa, Mano Terra, Moacir D'Ávila Severo, Odilon Ramos, Rui Cardoso Nunes, etc.

Entre os tantos não citados, gostaria de reverenciar um. Poeta de história, paixão e reconhecimento pelo seu trabalho. O qual tive a honra de conhecer e prestigiar uma homenagem que lhe foi prestada em Arvorezinha, no Rio Grande do Sul, em setembro de 2007. Seu nome é Ruben Alves Vieira. Com suas mãos para sempre marcadas no Parque das Araucárias, Vieira é exemplo de pai, magistral poeta e payador de primeira. Espero ter oportunidade de mencioná-lo novamente por aqui.

Minha maior intenção, na verdade, é de revelar uma imensa alegria. A alegria que toma conta do meu coração em poder ver a fascinante poesia tradicionalista sendo declamada nesta cidade em que hoje resido. E mais: em poder presenciar um concurso de declamação dentro do CTG que represento, como 1ª Prenda. O tradicional Rodeio Crioulo Nacional do CTG Chaparral, na sua 33ª edição, sediará o II Festival Artístico do Litoral, em que se poderá presenciar o concurso citado. Nele, as mais atuantes personalidades da declamação do litoral catarinense vivificam essa tradição e transformam em palavras o que agora digo. O festival ocorrerá nos dias 18 e 19 de abril (sábado e domingo do rodeio). Mais tarde, espero, trarei notícias de como foi...

Por enquanto, deixo minha sugestão de leitura. Aos que ainda não conhecem a poesia tradicionalista gaúcha, esta página traz belos exemplos.

Aproveitem e boa leitura!

http://www.paginadogaucho.com.br/poes/lista.htm